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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

"Quando vi você passar"...O histórico show na Portela

Paulinho, Marisa e a Velha Guarda, encantando a Portela (foto: Ricardo Almeida/Portela)
De Curitiba

O show foi sábado, no Rio, e a esta altura já é quase quarta, e escrevo de Curitiba.

Mas impossível não retomar as escritas neste blog sem deixar de registrar o privilégio de ter presenciado um dos momentos históricos do samba - melhor, da música, da cultura, da arte brasileira.

Falo do encontro entre Velha Guarda da Portela, Paulinho da Viola e Marisa Monte, na sede da escola de Osvaldo Cruz, na noite do último dia 14.

Chegamos e o espetáculo já tinha começado, no entanto nem o atraso nem a dificuldade de encontrar um espaço para se acomodar na lotada quadra diminuíram a emoção do episódio.

Com seus clássicos, Paulinho da Viola puxou um coro de milhares de vozes; Marisa Monte foi recebida pelo povo com um carinho ímpar; a Velha Guarda garantiu o miudinho e a raiz do samba.

O encerramento, ao som de "Foi um rio que passou em minha vida", foi exatamente isto: um rio que passou em nossas vidas e levou nosso coração, que com muito prazer se deixou levar.

A festa seguiu pela madrugada de domingo com a bateria, passistas e o intérprete da escola, Wantuir, a contagiar a quadra com sambas clássicos - boa parte da Portela, e alguns das co-irmãs também.  

Ah, minha Portela...

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Os 99 anos do compositor das dores do amor

Jornal do Brasil de 27 de agosto de 1974, quando Lupicínio Rodrigues morreu
De Curitiba

O compositor das dores do amor – ou da dor de cotovelo, simplificariam uns – completaria 99 anos hoje, segunda-feira, 16 de setembro de 2013.

Meu primeiro contato com a obra desse portoalegrense foi com "Nervos de Aço", na voz de Paulinho da Viola. Por sinal, a primeira versão de Paulinho da Viola, justo a que ficou mais conhecida, trazia algumas palavras trocadas em relação à letra original.

É o próprio Paulinho da Viola quem reconhece o equívoco. Em dois shows de Paulinho da Viola em que já fui em Curitiba, o sambista contou a história, mais ou menos assim:
  • “Quando encontrei Lupicínio Rodrigues depois que Nervos de Aço já fazia sucesso, ele, com todo jeito, me disse 'olha, gostei muito da gravação, mas só tem uma coisa...”
E então Paulinho da Viola explicou a pequena confusão.

A letra de Lupicínio diz assim:

"Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Ao lado de um tipo qualquer"

A primeira versão de Paulinho da Viola, no lugar de "ao lado de um tipo qualquer" veio com "nos braços de um outro qualquer".

Em outro trecho, Paulinho da Viola trocou o pronome possessivo. No original, Lupícinio declamava:

"Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nenhum pedaço do meu pode ser
"

Na gravação de Paulinho de Viola, saiu "Que nenhum pedaço do seu pode ser"
Capa de "Nervos de Aço", disco de Paulinho da Viola de 1973

Depois de avisado, Paulinho da Viola passou a cantar a letra original. Mas na memória coletiva a versão alterada resiste.

“Nervos de Aço” é, junto com “Se acaso você chegar...”, a música mais popular de Lupicínio Rodrigues. Tem outra também, famosa entre os tricolores gaúchos: o Hino do Grêmio Foot-Ball Portoalegrentese.

Ano que vem, portanto, é o ano do centenário de Lupicínio Rodrigues. Não sei se alguma escola de samba de Porto Alegre já pensou nisso, se não, está em tempo: homenagear o sambista das dores do amor com um belo enredo e samba.
  • Clique aqui e assista a um dos vídeos com a música "Nervos de Aço"

domingo, 15 de julho de 2012

Os setentões de 2012

Salve, simpatia! (foto: www.jorgebenjor.com.br)

De Curitiba

Dessas coincidências de roteiro de filme: cinco dos maiores nomes da música popular brasileira nasceram em 1942 e completam, portanto, 70 anos de vida agora em 2012.

Jorge Ben Jor foi o primeiro deles a vir a este mundo: em março. Depois Gilberto Gil - em junho. Na sequência, Caetano Veloso, que faz aniversário em agosto. Milton Nascimento, em outubro. Completando o quinteto, o caçula, Paulinho da Viola, que nasceu em novembro.

(O time se completaria com Tim Maia, nascido em setembro de 42; morto, precocemente, em 1998)

De Jorge Ben Jor, nem tenho mais o que falar; você sabem que sou fã da sua música, das suas letras, da sua sapiência, do seu jeitão despojado.

Gilberto Gil é um dos músicos mais completos. E ainda foi excelente ministro da Cultura.

Caetano Veloso, compositor extraordinário.

Milton Nascimento é a síntese da mineirice: discreto, mas sempre genial.

Discrição e genialidade também são a marca de Paulinho da Viola, outro de quem tenho carteirinha de fã.

É ou não de dar orgulho essa gente brasileira?