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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A Cristina de Tim Maia

No LP de Bezerra da Silva, o cacófato
De Curitiba
 
A Revista Fórum deste mês traz uma série de matérias sobre drogas - a política repressiva de combate, a liberalização em alguns países como mecanismo para estabelecer maior controle, a internação compulsória, a forma como a sociedade historicamente encarou assunto, entre outros pontos.

Uma dessas matérias, bem curiosa, é sobre como o tema aparece na música brasileira: as letras que lançam mão dos trocadilhos, aquelas que se utilizam das metáforas, algumas com mensagem implícita e outras mais explícitas na abordagem.

A matéria tem quatro páginas, cita casos mais conhecidos, alguns pouco falados e um, para mim, que foi uma baita surpresa.

Refiro-me a "Cristina", de Tim Maia.

Pra quem não conhece, a letra é a seguinte (pra escutar, acesse aqui):

Vou-me embora agora pra longe
Meu caminho é ida sem volta
Uma estrela amiga me guia
Minha asa presa se solta, eu

Vou ver Cristina, vou ver Cristina, vou ver Cristina

E por onde vou, vou deixando
Marcas do meu peito sangrando
Vou cobrir as flores da estrada
De um vermelho amor, madrugada, eu

Vou ver Cristina, vou ver Cristina, vou ver Cristina

Preciso ver Cristina, minha menina
Preciso ver Cristina, minha menina
Preciso vê-la, Cristina minha menina

Acho letra e música sensacionais - queria eu ter talento pra fazer uma declaração dessas.

A surpresa é que, segundo a matéria - assinada por Pedro Alexandre Sanches -, "'vou ver Cristina' era eufemismo da turma de Tim para dizer 'vou fumar maconha'". O jornalista continua: "Os consumidores de 'Cristina', a canção, ficavam (será?) por fora. Era tempo de brincar (brincar?) de esconde-esconde". A música é de 1970.

Que viagem, não?

domingo, 15 de julho de 2012

Os setentões de 2012

Salve, simpatia! (foto: www.jorgebenjor.com.br)

De Curitiba

Dessas coincidências de roteiro de filme: cinco dos maiores nomes da música popular brasileira nasceram em 1942 e completam, portanto, 70 anos de vida agora em 2012.

Jorge Ben Jor foi o primeiro deles a vir a este mundo: em março. Depois Gilberto Gil - em junho. Na sequência, Caetano Veloso, que faz aniversário em agosto. Milton Nascimento, em outubro. Completando o quinteto, o caçula, Paulinho da Viola, que nasceu em novembro.

(O time se completaria com Tim Maia, nascido em setembro de 42; morto, precocemente, em 1998)

De Jorge Ben Jor, nem tenho mais o que falar; você sabem que sou fã da sua música, das suas letras, da sua sapiência, do seu jeitão despojado.

Gilberto Gil é um dos músicos mais completos. E ainda foi excelente ministro da Cultura.

Caetano Veloso, compositor extraordinário.

Milton Nascimento é a síntese da mineirice: discreto, mas sempre genial.

Discrição e genialidade também são a marca de Paulinho da Viola, outro de quem tenho carteirinha de fã.

É ou não de dar orgulho essa gente brasileira?