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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Os brasileiros estão comprando mais livros

Leitura digital cresceu, mas livrarias físicas seguem referência
Foram vendidos em 2013 quase 280 milhões de exemplares, aumento de 4% em relação ao ano anterior. Dos gastos feitos com o Vale-Cultura, recém-criado, 82% foram destinados à compra de livros.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sobre "Carcereiros" e os "de menor"

De Curitiba

Sou contra a redução da maioridade penal.

Por uma série de razões, entre elas o mito de que a atual legislação (Estatuto da Criança e do Adolescente) é complacente com menores de idade que infringem a lei.

Fazer com o que o Estatuto da Criança e do Adolescente seja plenamente cumprido - da garantia de direitos à “punição” aos infratores -, esse deve ser o esforço da sociedade.

Má' vá: a título de exercício, aceitemos a ótica dos que consideram brandas as punições previstas no tal estatuto.

Para essas pessoas, o menor com 16, 17, 18 anos merece cadeia.

Qual cadeia? Isso que temos hoje, fábricas de produzir, capacitar, aperfeiçoar, doutorar criminosos?

Os que acham que um rapaz ou uma moça "de menor" deve ser preso acreditam realmente que a carceragem é a escola para punir, re-educar e re-inserir o jovem na sociedade?

Se acham que sim, desconhecem o sistema prisional.

Se sabem que não, mas querem justamente isso mesmo, ou seja, que o sujeito realmente coma o que o diabo amassou para pagar pelo que fez, esquecem-se de que não estarão punindo, sim formando novos criminosos.

Dois livros do médico-repórter Dráuzio Varella retratam a realidade do sistema prisional brasileiro: Carandiru, que virou filme, e Carcereiros, lançado no final do ano passado.

Carceiros conta o cotidiano das prisões sob o olhar de quem nelas trabalha, ou trabalhou por décadas.

Fica a dica de leitura.

É curtinho, linguagem acessível, traz histórias pitorescas, causos engraçados, dramas inimagináveis.

É uma boa fonte para iluminar as ideias, buscar argumentos que tragam serenidade - e seriedade - ao debate.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Um obstáculo a sobrepor: as muralhas da linguagem

De Curitiba

Principalmente a comunicadores sociais, como jornalistas e professores, vai a recomendação: ler "Muralhas da Linguagem", de Vito Giannotti.

Porque a obra não só explica como a linguagem pode ser, e é, fronteira a segregar classes sociais, como aponta caminhos para transpor essa fronteira - derrubar ou, pelo menos, sobrepor essa muralha.

Pra jornalistas, em especial pra quem atua na mídia alternativa ou em veículos de sindicato e outros movimentos sociais, o livro é fundamental pra despertar na gente a atenção constante para escrever e falar de modo que a mensagem possa ser compreendida pelo público.
 
Da mesma forma o livro é essencial a professores. A comunicação é ferramenta básica no processo de se compartilhar conhecimento. Se nós, professores, não soubermos identificar os tijolos dessa muralha e não conseguirmos ultrapassar essa barreira, por melhor que seja nossa intenção, por mais domínio da matéria que tenhamos, e por mais dispostos que estejam os estudantes, a aprendizagem será dificultada, comprometida.