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terça-feira, 16 de agosto de 2011

O dia em que Fidel Castro se rendeu

O comandante, com humildade, curvou-se ao talento de Hortência e Paula (foto: R7)

De Curitiba

Fidel Castro se rendeu.

Há 20 anos, em 11 de agosto de 1991.

Ginásio em Havana lotado, final do basquete feminino nos Jogos Panamericanos, entre Brasil e Cuba.

As brasileiras tinham eliminado a poderosa seleção dos Estados Unidos, que estavam invictas há 15 anos.

Encaravam, na decisão, o mais forte time da história do basquete cubano, diante de sua apaixonada torcida.

Sob os olhares de Fidel Castro.

Prevaleceu o talento de Hortência e Paula. Numa das maiores apresentações a que o mundo do basquete já assistiu, Hortência e Paula conduziram um time que ainda tinha a promissora Janeth e a ótima Marta Sobral, treinadas pela competente Maria Helena Cardoso, a uma vitória espetacular.

De encher os olhos. De lágrimas.

Fidel fazia aniversário dos dias depois - 65 anos de vida.

Nunca, em toda a vida, confessou ele, havia presenciado um fenômeno daqueles.

Ficou famosa a cena em que Fidel Castro brinca com Hortência e Paula, ao entregar a medalha de ouro às campeãs.

"Pra vocês? Não, pra vocês não tem medalha, vocês arrasaram com o nosso time", disse, mexendo com as duas.

O Pan de 1991 abriu caminho para uma sequência de conquistas nunca mais repetidas pelo basquete brasileiro - nem pelo time feminino, nem pelo time masculino.

Um dos maiores feitos do esporte nacional.

Pena os 20 anos dessa heróica conquista praticamente terem, com pontuais e valorosas exceções, passado em branco.

Essa história é história de filme.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

À bela Praga

De Curitiba

É ideia para, tão logo possível, conhecer o Leste Europeu - preferencialmente a República Tcheca.

República Tcheca que está em evidência no planeta esporte, nesta virada de mês, por conta do Mundial de Basquete Feminino.

Pena que a nossa seleção, ao que parece, voltará muito cedo para o Brasil.

Decepcionou na primeira fase e, diante dos maus resultados iniciais e das pedreiras que tem pela frente, dificilmente avançará para etapas decisivas.

Até porque há muito não conta mais com Hortência, Paula, Janeth, que nos deram o título mundial de 1994, o bronze nas Olimpíadas de 1996, entre outras conquistas internacionais.

É, o bola-ao-cesto brasileiro precisa urgente de renovação, de revolução. Há menos de um mês, enfrentamos decepção semelhante no Mundial Masculino.

Se a gente compara com o vôlei, então... A discrepância é colossal.

Vôlei que também vive dias de Mundial Masculino, na Itália, com o Brasil entre os favoritos ao título. Favoritismo que se repetirá no Mundial Feminino, mês que vem, no Japão.

Antes de embarcar para a sonhada Praga, no entanto, tem muita luta pela frente.

A mais próxima dela as eleições que colocam em jogo o futuro que queremos para o país.

É evidente que aqui se defende a candidatura de esquerda moderada de Dilma Rousseff. 

Porque a vitória de Dilma é a continuidade do histórico governo do presidente Lula.

É evitar a volta dos neoliberais, dos privatistas, que dilapidaram nosso patrimônio, nos deixaram reféns, até hoje, do capital especulativo, grupo esse representado pela candidatura de José Serra.

É superar o revanchismo, o atraso, o conservadorismo, o preconceito da nossa elite representada pelo Partido da Imprensa Golpista, o PIG.

Aliás, ódio esse cada dia mais assustador.

Impressionante o bombardeio de e-mails asquerosos, baixos, contra a Dilma. Inadmissível que gente supostamente esclarecida, além de crer em tanta asneira, passe adiante.

Discordar de posições ideológicas, de projetos de governo, de posturas políticas, e transmitir os argumentos é saudabilíssimo. Agora, se sustentar em calúnias, ofensas pessoais e morais, e ainda contaminar o debate com isso, é repugnante.

Seriedade política, humanismo no comportamento, minha gente, por favor!

sábado, 18 de abril de 2015

O Nordeste ofuscando a hegemonia de São Paulo no basquete

Pernambuco, do América, pode ter o segundo título nacional, só nesta década
Começa neste sábado, 18 de abril, a série melhor-de-três que vai definir o campeão da temporada 2014-2015 da Liga de Basquete Feminino (LBF), o campeonato brasileiro da modalidade. Disputam o troféu o Americana (SP) e o América (PE). CONTINUE LENDO

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A Argentina ousa


De Curitiba

O país vizinho saiu na frente na dura - porém imprescindível e inadiável - batalha pela democratização dos meios de comunicação.

A presidente Cristina Fernandez Kirchner enviou, e o Congresso aprovou, nova legislação que, entre outros pontos, restringe o número de veículos que um mesmo grupo possa controlar.

É o combate ao monopólio na mídia.

Lógico que tamanha ousadia não vai sair barato. Não estranhe se você já estiver lendo, assistindo ou ouvindo por aí Cristina sendo execrada.

O Brasil, que ainda não tem coragem de entrar nessa peleja, parece distante de tal avanço. Mas devagar-devagarinho a gente vai tomando esse rumo. Final do ano tem a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), convocada pelo presidente Lula da Silva depois de muito esforço dos movimentos sociais, e um passo à frente deverá ser dado.

(CLIQUE AQUI e confira matéria da Revista Fórum sobre o embate da Argentina. E AQUI, você se informa sobre a Confecom)

EM TEMPO - Ainda sobre o assunto, ótimo artigo de Eliakim Araújo: www.diretodaredacao.com

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Pra voltar ao mapa-múndi

O basquete feminino brasileiro, uma vez campeão mundial (1994) e vice em outra (1971); prata (1996) e bronze olímpico (2000), começa nesta semana a disputa por mais um título internacional: o tri da Copa América. Mais que o tri, uma vaga ao Mundial 2010, na República Tcheca.

A tarefa não deve ser muito complicada. Mesclando jogadoras consagradas com promessas, a seleção brasileira tem time superior ao das principais adversárias (Cuba, Canadá, República Dominicana e Canadá).

Se confirmar o favoritismo, as meninas repetem o feito dos homens (campeões da Copa América no mês passado) e voltam a colocar o basquete do Brasil no mapa-mundi da modalidade.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Um final de semana de bola-ao-cesto

De Curitiba

O 25 de maio é histórico para o esporte brasileiro porque nesta data, em 1963, o Brasil derrotava a poderosa seleção dos Estados Unidos e se sagrava bicampeão mundial de basquete masculino.

Ano que vem, pois, completam-se 50 anos deste feito, e tomara, na ocasião, haja um reconhecimento digno, uma homenagem aos “heróis” daquela conquista.

Da mesma forma que no futebol, entre os anos 50 e 70 e o Brasil encantava o mundo das modalidades esportivas coletivas com um basquete envolvente.

Além dos dois campeonatos mundiais (o primeiro havia sido obtido em 1959), foram uma medalha de prata, em 1954, e outra em 1970; e um bronze em 1978. Sem contar os três bronzes olímpicos: 1948, 1960 e 1964.

Por falar em Olimpíada, nesta semana saíram as chaves do masculino e do feminino, no torneio de Londres.

Para as meninas, só pedreira pela frente, logo de cara: as poderosas Rússia e Austrália; e ainda Grã-Bretanha e dois adversários que vierem de pré-olímpicos.

Já para os marmanjos a tarefa na primeira fase um pouco menos árdua: Austrália, Grã-Bretanha, China, Espanha e um quinto a definir (depende de torneios pré-olímpicos).

Mas dá para esperar por uma campanha digna.

Enquanto isso, é curtir a eletrizante reta final do NBB, Novo Basquete Brasil, o campeonato brasileiro da modalidade.  Domingo tem as últimas partidas da série melhor de cinco das semifinais, com os confrontos entre Brasília e Pinheiros, e São José dos Campos e Flamengo.

Até aqui, só jogaços. O quarto da série entre Brasília e Pinheiros, ns noite desta sexta, definido na segunda prorrogação, está sendo apontado como uma das melhores partidas do basquete nacional.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O time que deu à Ponte Preta os títulos que nenhum clube tem

Paula e Hortência, que em 1993 atuaram juntas na Ponte
Há 20 anos, equipe de basquete feminino de Campinas conquistava o bicampeonato mundial. Àquela época, a Macaca era um verdadeiro dream team da modalidade. LEIA MAIS

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Olimpíadas 2012: o salto do Brasil

Keila Costa, revelação do atletismo

De Curitiba

A cerimônia de abertura é só nesta sexta-feira, dia 27, mas já correm em campos, quadras e pistas as competições da Olimpíada deste ano.

Apesar da indiferença com que os Jogos Olimpícos vêm sendo tratados pelo maior veículo de comunicação do Brasil, a Rede Globo, vale a pena os brasileiros ficarem atentos porque Londres 2012 pode reservar ao País a melhor participação na história das Olimpíadas.

Talvez não em total de medalhas, ou no número de ouros conquistados. Afinal, pelas medalhas é que se estabelece a classificação final dos Jogos, mas é pela maior presença em finais ou partidas decisivas, pela qualidade das atuações que o desempenho verde-amarelo deverá ser analisado.

O Brasil evoluiu, e vem evoluindo, na natação - inclusive entre as mulheres - e no atletismo (também entre elas). Mantém, apesar do crescimento dos adversários de sempre e do advento de outros, o favoritismo no vôlei (de quadra e de praia, masculino e feminino). Terá competitivos times no basquete, deverá assisitr a Marta e companhia mais uma vez no pódio. E, embora questionável pela escolha de nomes para algumas posições, a seleção canarinho pode, finalmente, voltar com o ouro olímpico na bagagem.

Evidentemente que os Jogos Olímpicos não resistiram aos apelos e interesses de mercado, todavia conseguem conservar valores que tornam o esporte tão apaixonante.

  • O Brasil participa com 235 atletas
  • São 136 homens e 123 mulheres
  • O País atuará em 32 modalidades