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domingo, 13 de março de 2016

Em Curitiba, uma viagem nas obras de Glauco Rodrigues para recordar o que é o Brasil

Mostra está na Cinemateca e tem entrada gratuita
Ia escrever sobre a marcha do impeachment deste domingo, 13 de março de 2016, em Curitiba. Ato que lembra muito as marchas reacionárias que deram o fôlego para o golpe civil-militar de 1964.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Arrependimento, "só que não"

De Curitiba

Pra começar reitero que torço o nariz pras expressões como esta "só que não".

Só que tive que me render desta vez porque define com precisão este caso.

Falo do mea culpa que a Rede Globo fez dias atrás, ao publicar um texto em que admite ter sido um erro o apoio que deu ao golpe civil-militar de 1964.

("Ressurge a democracia" é o bizarro título do editoral que o jornal O Globo exibiu na primeira página da edição de 2 de abril de 1964, um dia depois da deposição do presidente trabalhista João Goulart)

O texto de dias atrás parece e faz parecer um arrependimento, só que a leitura atenta mostra que não, não há arrependimento.

Há apenas a confissão, 50 anos depois, de uma postura, condenável e que cada vez mais custa caro à imagem da Rede Globo.

Mesmo os que ideologicamente não estão no campo da esquerda ou não dispensam restrições ao comportamento da mídia identificam a Globo como apoiadora e beneficiada pela ditadura civil-militar de 1964 a 1985.

No seu texto (leia aqui) a Globo assume o erro do apoio ao golpe mas não confessa as vantagens obtidas pelo conglomerado com o regime de então. Tampouco se desfaz de seu conservadorismo, da defesa dos interesses das elites e do poder econômico. 

Pelo contrário, no mea culpa de agora a Globo repete a aversão às reformas de base que o governo trabalhista de João Goulart propunha e deixavam os conservadores em pânico. Em nenhum momento a Globo reconhece que se tratava de um delírio o temor de que se instaurava uma "ditadura sindicalista".

Como analisou o sociólogo Emir Sader, neste artigo publicado na Carta Maior no sábado, nem arrependimento, nem vergonha - o que levou a Globo confessar o erro foi a conveniência. 

O que não é de todo mal. Quem sabe daqui a algumas décadas a Globo se confesse sobre o caso Proconsult (tentativa de golpe para impedir a eleição de Leonel Brizola ao governo do Rio de Janeiro em 1982; saiba mais aqui), assuma o apoio a Fernando Collor, reconheça-se perseguidora dos governos populares da América Latina, etc etc etc.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Teorias da conspiração em prática

Filme traz entrevistas que mostram apoio dos EUA ao golpe no Brasil
De Curitiba

Os fatos, aos poucos e ora aos muitos, vão provando que estávamos certos.

Que não se tratavam, nem se tratam, de "teorias da conspiração".

Aquilo que criticávamos, denunciávamos, do que reclamávamos - da ingerência dos Estados Unidos contra a mínima ameaça ao seu modelo de economia, política, cultura e vida - não era, nem é, obsessão infundada.

É real.

Estão aí as revelações recentes do baita esquema de monitoramento de troca de informações entre pessoas, empresas e governos do mundo todo - inclusive de nós, brasileiros.

Estão aí as revelações que o documentário "O dia que durou 21 anos" traz, sobre o apoio e o patrocínio estadunidense ao golpe civil-militar que depôs o presidente trabalhista João Goulart, em 1964.


Quando antes Hugo Chávez, agora Nicolás Maduro; quando Evo Morales, Cristina Kirchner, Rafael Correa e tantos outros vêm a público expor suspeitas de manobras do império norte-americano para desestabilizar quem se contrapõe a seus interesses, por aqui alguns "analistas" midiáticos desdenham, debocham.

Quando, 15 anos atrás, o governo demotucano udenista neoliberal de Fernando Henrique Cardoso privatizou o Sistema Telebrás, e os movimentos sociais se posicionaram contra a entrega de um setor estratégico ao capital (pior ainda ao capital multinacional), a resistência fora classificada de jurássica, neurótica.

Graças à privataria hoje somos reféns de operadoras de telecomunicações controladas por estrangeiros - e que atendem, antes de tudo, aos interesses daqueles, não aos nossos.