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domingo, 15 de maio de 2016

Brasileirão começa com o monopólio da Globo reforçado

Santos e Atlético/MG apresentam hoje o melhor futebol

Pauta das conversas de boa parte (arrisco dizer maioria) dos brasileiros de agora até dezembro, o campeonato nacional de futebol começou neste fim de semana com uma novidade nada agradável. A Band, que dividia as transmissões com a Rede Globo, abriu mão de exibir as partidas.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Jogo decisivo terminando à meia-noite. Isso tem de acabar

Santos Futebol Clube sai na frente nas oitavas da Copa do Brasil
Monopólio da Globo na transmissão do futebol precisa de ser contestado, para o bem do esporte e da democratização das comunicações - para o bem da democracia, portanto. CONTINUE LENDO

domingo, 12 de abril de 2015

O fermento para encorpar as manifestações deste domingo

Preconceito estampado na bandeira mostra que mobilização não é tão pacífica assim
Globo, Polícia Militar comandada pelo governo tucano de São Paulo e Federação Paulista de Futebol preparam o campo para a “espontaneidade” e o “apartidarismo” do ato deste dia 12. CONTINUE LENDO

sábado, 11 de abril de 2015

Domingo tem final do vôlei brasileiro, e a Globo se apoderando do esporte

Emissora bloqueia o desenvolvimento da modalidade
A um ano das Olimpíadas do Rio de Janeiro, e o segundo esporte mais popular do Brasil – e o mais vitorioso dos últimos tempos em competições internacionais – é vítima de mais um sequestro aos bens imateriais deste país, executado pela Rede Globo de Televisão. CONTINUE LENDO

sábado, 21 de março de 2015

Balanço da semana: verdades têm de ser ditas. Cid Gomes e Stédile disseram

O líder cearense não foi de meias palavras. Recado a Eduardo Cunha foi claro
O ex-governador do Ceará e até então ministro da Educação escancarou o achaque do Congresso sofrido pelo Palácio do Planalto. O líder do MST criticou a política econômica neoliberal e denunciou o golpismo da mídia - Rede Globo à frente. CONTINUE LENDO

sábado, 31 de maio de 2014

A Globo fazendo mal ao basquete brasileiro

Paulistano e Flamengo disputam título neste sábado, no Rio
Por imposição da emissora, temporada 2013/2014 da NBB vai ser decidida num jogo só, privando uma das torcidas. Isso pode afugentar patrocinadores e clubes

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Bom Senso Futebol Clube: bela jogada, mas bola na trave

Se não incomodar a Globo, tudo muda para ficar como está (foto: Bom Senso FC)
De Curitiba

A temporada 2013 do futebol brasileiro termina neste final de semana e, no balanço de perdas e ganhos, imprescindível destacar a criação do Bom Senso Futebol Clube.

Com exceção de um e outro movimento pontual – como a Democracia Corinthiana de Sócrates, Vladimir, Casagrande e companhia -, nunca antes na história deste país a categoria “jogador de futebol” se uniu e se mobilizou de forma tão abrangente e explícita.

Mas, para o movimento de fato resultar em mudanças significativas na forma como o futebol brasileiro vem sendo tratado, o Bom Senso precisa mirar melhor no gol.

Claro que, sendo a entidade que organiza calendário e estabelece regras e critérios, a Confederação Brasileira de Futebol  (CBF) deve ser a primeira intimida a tomar providências. Não só ela, porém.

Afinal, sabemos quem de fato manda: a Rede Globo.

Você sabe que não é implicância minha com a poderosa organização midiática; todo mundo sabe que os jogos da semana são tarde da noite, que tem partida quase que dia sim dia não, que a divisão da grana é desequilibrada e injusta entre os clubes, que tudo isso ocorre para fazer valer os interesses da Globo.

Hoje, por exemplo, mais um episódio dessa tirania: a Globo tem o direito de transmissão dos jogos, abriu mão de passar a partida da Ponte Preta com o Lanús na final da Sul-Americana, mas não deixa nenhuma outra emissora colocar o jogo no ar. 

O futebol, no Brasil, é mais do que uma modalidade esportiva. É componente da cultura, da identidade brasileira. E esse componente foi apropriado pela Globo e transformado em mais um produto de sua programação, mais um instrumento seu de manipulação.

Jogador que faz três gols numa partida e não “pede música” no Fantástico é criticado. Até comemoração no tal estilo “joão bobão” a toda poderosa nada boba resolveu impor.
 
A Globo, atletas do Bom Senso, precisa ser colocada contra parede também. A partida não pode continuar começando só depois “do beijo do capítulo da novela”, como bem metaforizou o craque Alex, do Coritiba. Não só jogo do Corinthians ou do Flamengo deve ser transmitido. O estádio é do povo, é de todos, não dos privilegiados dos “camarotes” de “famosos” e “artistas globais”.

Tudo o que a Globo quer é que a CBF, só a CBF, fique na mira. Enquanto isso, à distância, ela posa de solidária aos reclamos, e até faz uma força pra algo mude - mude pra que tudo fique como está.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Requião, 2013. Brizola, 1989. E o poder da Globo sendo contestado


De Curitiba

Raríssimas são as lideranças neste país que ousaram questionar o poder tido como inconteste da Rede Globo.

Atualmente, só conheço o senador Roberto Requião como figura a contestar as organizações da família Marinho.

Nesta quinta-feira, dia 26, na tribuna do Senado, em pronunciamento no qual rechaça matéria publicada pelo jornal O Globo do último domingo, Requião radicalizou.

Lembrou Leonel Brizola, outro que não tinha dúvidas: o Brasil só sai do atraso quando deixar de ser refém dos interesses globais.

Acima, o vídeo do pronunciamento de Requião, 2013. Abaixo, um de Brizola, 1989.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Arrependimento, "só que não"

De Curitiba

Pra começar reitero que torço o nariz pras expressões como esta "só que não".

Só que tive que me render desta vez porque define com precisão este caso.

Falo do mea culpa que a Rede Globo fez dias atrás, ao publicar um texto em que admite ter sido um erro o apoio que deu ao golpe civil-militar de 1964.

("Ressurge a democracia" é o bizarro título do editoral que o jornal O Globo exibiu na primeira página da edição de 2 de abril de 1964, um dia depois da deposição do presidente trabalhista João Goulart)

O texto de dias atrás parece e faz parecer um arrependimento, só que a leitura atenta mostra que não, não há arrependimento.

Há apenas a confissão, 50 anos depois, de uma postura, condenável e que cada vez mais custa caro à imagem da Rede Globo.

Mesmo os que ideologicamente não estão no campo da esquerda ou não dispensam restrições ao comportamento da mídia identificam a Globo como apoiadora e beneficiada pela ditadura civil-militar de 1964 a 1985.

No seu texto (leia aqui) a Globo assume o erro do apoio ao golpe mas não confessa as vantagens obtidas pelo conglomerado com o regime de então. Tampouco se desfaz de seu conservadorismo, da defesa dos interesses das elites e do poder econômico. 

Pelo contrário, no mea culpa de agora a Globo repete a aversão às reformas de base que o governo trabalhista de João Goulart propunha e deixavam os conservadores em pânico. Em nenhum momento a Globo reconhece que se tratava de um delírio o temor de que se instaurava uma "ditadura sindicalista".

Como analisou o sociólogo Emir Sader, neste artigo publicado na Carta Maior no sábado, nem arrependimento, nem vergonha - o que levou a Globo confessar o erro foi a conveniência. 

O que não é de todo mal. Quem sabe daqui a algumas décadas a Globo se confesse sobre o caso Proconsult (tentativa de golpe para impedir a eleição de Leonel Brizola ao governo do Rio de Janeiro em 1982; saiba mais aqui), assuma o apoio a Fernando Collor, reconheça-se perseguidora dos governos populares da América Latina, etc etc etc.

sábado, 10 de agosto de 2013

Alex, do Coxa: no ângulo

Meia fala o que poucos ousam: Globo manda no futebol (foto: Divulgação/Coxa)
De Curitiba

O camisa 10 do Coritiba Foot Ball Clube marcou mais um golaço.

Alex, que em campo às vezes parece disperso, desligado, mas quando menos se espera apronta para os adversários - eu que o diga; vi de perto o balde de água fria que ele derramou sobre a molecada do Santos no empate com o Peixe na Vila Belmiro em 21 de julho - não teme nem zagueiros nem os adversários fora de campo.

O gol desta vez, todavia, foi com as palavras. Numa entrevista ao Lance, nesta semana, o meia criticou: quem manda no futebol brasileiro é a Globo. 
  • "A gente sabe que a Globo trabalha na dependência da novela. A gente brinca aqui no Coritiba que os jogos de quarta-feira só rolam depois do último beijo da novela."
Alex foi mais além. A ingerência da emissora é ruim para jogadores, pior ainda para torcedores. A Globo, mais preocupada em faturar, castiga o brasileiro e a brasileira apaixonados por futebol, uma marca cultural nossa.
  • "Pô, a gente joga bola dez horas da noite. Eu, que vou jogar, vejo uma situação ruim, preciso ficar no hotel o dia inteiro esperando um jogo dez horas da noite. Isso é ruim. Mas estou dentro de um hotel, confortável, tranquilão, vou jogar 90 minutos, tomar banho e vou embora para casa. E o torcedor? O cara sai de casa ou do trabalho, precisa ir para o estádio dez horas da noite, assistir ao jogo, voltar para casa, e ainda precisa acordar sete horas da manhã no outro dia. Poxa, isso é desumano. Por isso que os estádios estão vazios."
Na entrevista o camisa 10 coxa-branca fala ainda dessa praga que empesteia os clubes: os empresários de jogador (leia aqui).

Alex é craque com a bola e, se os ingressos não fossem tão caros, a cada partida do Coritiba aqui no Couto Pereira iria pra ver o meia jogar.

Mas o que Alex mostrou mesmo é ter personalidade para tocar no assunto que poucos no futebol, sequer das emissoras concorrentes, ousam mencionar: a subserviência aos interesses da emissora dos Marinho.