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Mostrando postagens com marcador ônibus. Mostrar todas as postagens
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sábado, 2 de janeiro de 2016

Passados os fogos, o foguete da virada: uma chuva de reajustes de tarifa de ônibus. É a caixa-preta de sempre

Linha de ônibus da região metropolitana de Santos: passagem sobe dia 9

Nestes primeiros dias de 2016, milhões de brasileiros começam a gastar mais pra se locomover nas suas cidades. É que em pelo menos duas dezenas de municípios ou regiões metropolitanas, tarifas de ônibus urbanos estão sendo reajustadas.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Curitiba e curitibanos, prisioneiros das empresas de ônibus

Viações alegam dificuldades. Temos nossas dúvidas

Voltando de viagem, chego a Curitiba no finalzinho da madrugada deste 1° de dezembro e, além do ceú encoberto e o friozinho corriqueiros, encontro outra situação que vem se tornando rotina na capital paranaense. Falo da paralisação do transporte coletivo da cidade.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Outra que transportou milhões de brasileiros vai sumir das estradas: a São Geraldo

Ônibus dos anos 80, quando começou a fase áurea da viação mineira

Depois da Itapemirim e da Pluma, mais uma viação que marcou a história do transporte de brasileiros vai deixar as rodovias do país. Desta vez, é a São Geraldo, que por mais de seis décadas levou milhões de pessoas do Nordeste para o Sudeste, e vice-versa, dentre outros destinos (ao todo, atua em 15 Estados).

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Marca da paisagem rodoviária do Mercosul, Pluma também deixa as estradas

Inclusive as ligações com Paraguai, Chile e Argentina foram repassadas

Em crise financeira há pelo menos dez anos, tradicional empresa de transporte por ônibus transfere suas principais linhas a companhias concorrentes. CONTINUE LENDO

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Uma semana de amassa-empurra-entope nos biarticulados de Curitiba

A tranquilidade na foto oficial da Urbs não condiz com o tumulto no pico da tarde
Frota das linhas Santa Cândida-Capão Raso e Pinheiro foi diminuída? De uns dez dias para cá, está impossível tomar ônibus no eixo Norte-Sul

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Finalmente, uma linha de ônibus entre Congonhas e o metrô

Ligação Congonhas-Estação São Judas tem frequência de dez minutos
Pedido foi do Comitê Organizador da Copa do Mundo no Brasil, mas a operação será permanente, informa a Prefeitura de São Paulo

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Em sonho, conversa com prefeito sobre os ônibus superlotados de Curitiba

Fila é tão extensa que mal se enxerga a estação tubo (foto: WAA)
Postado de Curitiba

Na última noite sonhei que estava num evento onde conversava com o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT).

Duma conversa maluca, como são essas de sonho, lembro-me de uma parte bem lúcida.

Reclamava com Fruet da superlotação (e isso é da vida real) do transporte coletivo curitibano.

Na campanha eleitoral de 2012 por várias vezes o então candidato prometera, de imediato, ampliar a frota em circulação no horário de pico.

À época, considerava, e ainda hoje considero, insuficiente a medida.

Porque a superlotação dos ônibus em Curitiba não decorre da escassez de veículos nas linhas.
 
Decorre é da falta de opções de linhas.

O modelo, planejado 40 anos e implementado nos anos 80 e 90, é baseado sobretudo em quatro eixos principais: o Norte-Sul, o Leste-Oeste, o Boqueirão e o anel do Inter II.

Praticamente 90% dos usuários de ônibus precisam, em algum ponto de seus deslocamentos, tomar uma das linhas desses eixos.

Até 15 anos atrás, o sistema comportou a carga satisfatoriamente. Só que de 20 anos para cá a cidade e a região metropolitana cresceram demais – em população e em zona urbana, em polos geradores de tráfego.

Não dá mais para concentrar todo o sistema de ônibus da cidade nesses poucos eixos. É preciso criar mais rotas, alternativas, paralelas, perpendiculares e transversais, para aliviar a sobrecarga dos eixos atuais.

Não adianta também, por exemplo, canaleta exclusiva para o Inter II, como propõe a Prefeitura – e isso disse explicitamente ao prefeito, no sonho. O que vai trazer agilidade e conforto nos deslocamentos é um maior número de linhas, de itinerários, que sejam complementares e suplementares à área de abrangência do Inter II. 

O mesmo vale para as rotas dos biarticulados. 

Não resolve entupir as canaletas com mais ônibus. Nos horários de pico se formam filas gigantescas de ônibus para encostar nas estações tubos, abarrotadas, com filas quilométricas do lado de fora.

O que resolve é implantar outras linhas, auxiliares, para que nem todo mundo precise se aglomerar na mesma estação para tomar o mesmo ônibus.

Claro que isso não interessa às viações. Mais econômico é direcionar toda gente para um lugar só, socar todos em poucos tubos, embarcar nos mesmos veículos.

Mas aí deve entrar em cena a disposição do administrador público em afrontar os interesses privados que se sobrepõem aos da coletividade. Isso não cheguei a explicitar a Fruet no sonho, todavia certamente ele terá entendido.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Lucro do banco pra bancar a nossa passagem de ônibus

Isenção em 44 cidades demandaria R$ 8 bi/ano (foto: WAA)
De Curitiba

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplica (Ipea) apresentou nesta quinta-feira, dia 12, uma proposta de implantação de gratuidade no ônibus para estudantes, trabalhadores informais e integrantes de famílias de baixa renda.

A proposta prevê a implantação dessa gratuidade em pelo menos 44 cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes. Seriam beneficiados 7,5 milhões de cidadãos.

O trabalho do Ipea vai ao encontro de uma proposta de emenda constitucional (PEC) aprovada semana passada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

De autoria da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), a PEC (de número 90/2011) inclui na Constituição o transporte como direito social.
  • Leia aqui o que o Macuco já publicou a respeito da proposta
  • E aqui, sobre a aprovação da PEC 90/2011
Ou seja, a PEC da Luiza Erundina assegura o transporte como direito constitucional de todo o cidadão e o estudo do Ipea indica como esse direito pode ser garantido pelo Estado.

Segundo o Ipea, para viabilizar a tarifa zero a 7,5 milhões de trabalhadores e estudantes em 44 cidades, o governo desembolsaria no máximo R$ 8 bilhões/ano.

Oito bi!?, poderá se espantar você

Calma, pra mim, pra você, pra gente pode ser muito. Mas é possível obter essa grana sem tirar um centavo sequer da educação, da saúde, da segurança, da cultura, das obras públicas... Nem aumentar um real sequer de imposto nosso.

Isso mesmo, acompanhe o raciocínio a seguir e você vai ver que esses "oito bi" não são tanto dinheiro assim.

O governo poderia assegurar transporte a quem não pode pagar se tirasse um pouquinho de quem já enche os cofres com fortunas: os bancos.

Repare: só nos primeiros seis meses do ano, o lucro – disse lucro, ou seja, o que sobrou! - de apenas  oito bancos privados somou R$ 20,5 bilhões. Confira na tabela:

Lucro dos principais bancos privados – 1º semestre 2013
Itaú Unibanco    R$ 7 bilhões
Bradesco    R$ 5,8 bilhões
Santander    R$ 2,9 bilhões
Itaúsa    R$ 2,5 bilhões
BTG Pactual    R$ 1,2 bilhão
Safra    R$ 598 milhões
HSBC    R$ 454 milhões
Bic Banco    R$ 54 milhões
TOTAL    R$ 20,5 bilhões
Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Esse é o lucro de um semestre; do ano inteiro teríamos pelo menos o dobro, algo em torno de R$ 40 bilhões.

É uma conta feita por baixo e exclui dezenas de instituições menores. 

Se a soma for da lista completa de bancos privados existentes no país, a montanha de dinheiro seria maior ainda. 

(Ah, excluem-se também os bancos públicos, já que o lucro destes poderia ser prioritariamente reaplicado naquilo que é a função deles: fomentar a agricultura, a indústria,  compra da casa própria, a micro e pequena empresa...)

Pois então, só com esses, por baixo, R$ 40 bilhões, se o governo taxasse 20% disso (isto é, os R$ 8 bilhões necessários) já garantiria a tarifa zero em no mínimo 44 cidades grandes e de médio porte Brasil afora e adentro. E os bancos ainda ficariam com R$ 32 bilhões – o que, convenhamos, não é nenhuma ninharia.

Claro que se a Tia Dilma, ao ler este blog, resolver encampar a ideia e tomar essa decisão, vai ser bombardeada na mídia pelos “analistas”, “economias” e “consultores”.

Estes, “imparciais”, “independentes”, diriam que o risco Brasil subiria, que o governo estaria afugentando “investimentos”, quebrando a “segurança jurídica” do país, “desrespeitando” contratos, “descuidando” das contas públicas, e toda aquela ladainha pró status quo, pró establishment que a gente ouve por aí.

No facebook viríamos postagens e comentários irados “alertando” sobre o “perigo comunista”, o “chavismo” sendo importado e bobageiras do tipo. Afinal, se foi assim pra trazer médico pra atender a nossa gente, imagina como não seria pior se fosse pra mexer com os privilégios dos banqueiros.
  • Para conferir o estudo do Ipea (denominado “Transporte Integrado Social”), clique aqui 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Jornada reduzida para motoristas: por uma viagem mais segura

Condutores são obrigados a também cobrar passagem (foto: Prefeitura de Santos)
De Curitiba
 
Um projeto de lei que tramita no Senado merece ampla repercussão porque atinge milhares de brasileiros que todos os dias dependem de ônibus para ir e voltar para casa, do trabalho, do estudo ou do lazer.

O projeto reduz para 36 horas semanais a carga horária semanal de trabalho dos motoristas de transporte coletivo.

Nada mais justo.

A gente que usa o transporte público diariamente vê o quão desgastante e arriscado é conduzir ônibus no caótico trânsito das médias e grandes cidades.

E, não bastasse a responsa de carregar centenas de pessoas em cada viagem, em veículos nem sempre nas condições ideais, ultimamente o motorista tem que cobrar passagem, se preocupar com troco, largar a boleia para operar equipamentos que embarcam cadeirantes e dar satisfações a passageiros insatisfeitos com a demora no ponto.

A redução da jornada é qualidade de trabalho e vida para os profissionais, e melhora da qualidade e da segurança do serviço prestado à população.

O projeto só não interessa mesmo às viações e sua sanha por lucro.

Aliás, o poder econômico já demonstra agir contra. O projeto estava previsto para ser discutido na Comissão de Assuntos Sociais do Senado em 25 de setembro mas, de última hora, foi retirado de pauta – a pedido do senador Clésio Andrade (PMDB-MG), dono de viação em seu estado.

Agora, o projeto terá de passar, primeiro, por outras duas comissões (infraestrutura e assuntos econômicos). Ou seja, sua tramitação tende a demorar.

O autor do projeto de lei é o senador Alfredo Nascimento (PR-AM). O número do projeto é 266/2013. Para saber mais, clique aqui e aqui.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Ansiedade do cão

A espera é difícil, mas se espera sonhando, diria Jorge Ben Jor (foto: WAA)
De Curitiba
 
Vocês sabem que não sou muito ligado em bichos de estimação – nada contra, até os aprecio, de longe.

Mas é impossível não se impressionar com essa figura aí da foto.

A casa fica em frente ao ponto onde apanho o ônibus todos os dias, ali no final da Silva Jardim, no bairro Seminário, em Curitiba, depois das 18 horas.

Enquanto espero o 265-Ahú/Los Angeles o cão, no portão, aguarda os donos.

Há outros dois cachorros menores na casa também, todavia este é o que fica de sentinela.

O olhar e os gestos exalam ansiedade. Atento a tudo e todos, o cachorro reage ao primeiro sinal  que, considera ele, seja um estranho movimento. Alguém assobiando ou conversando alto do outro lado da rua, o pedestre que passa trupicando na calçada em frente, passageiros que descem com malas dos ônibus de viagem vindos do interior e que param ali a caminho da rodoviária... Nada escapa à visão, à audição, ao tato e ao faro da fera.

Que se amansa e se alegra quando percebe que é o Fox dos donos que está se aproximando e faz a manobra para entrar na garagem. Nessa hora os outros dois cachorros menores, de latido agudo, se juntam ao atento guardião. Assim que os donos abrem o portão para estacionar o carro, automática e sabidamente o trio canino se afasta e se posiciona de modo a não correr o risco de ser atropelado.

Quando o pessoal desce do carro é um pula-pula, um lambe-lambe só.

Pode, do lado fora, ter alguém gritando, buzinando; podem os cachorros de rua ou os da vizinhança estar por perto, que nada faz o cão malhado - antes tão tenso, angustiado - deixar de dar as boas-vindas e festejar o reencontro.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Do Rio, uma boa solução pra quem anda de ônibus

 Faixas exclusivas e pontos bem sinalizados melhoraram o transporte no Rio (foto: Prefeitura)

De Curitiba

Um dos piores serviços públicos do Rio de Janeiro é o sistema de ônibus - indigno para uma cidade que é, no país, o principal destino de turistas brasileiros e estrangeiros. Mas, de um ano e pouco pra cá, melhorou substancialmente com a reorganização providenciada pela prefeitura.

Uma reestruturação que, aliás, serve de exemplo para outras administrações municipais, porque foi feita dentro de limitações físicas (vias extremamente adensadas e não muito largas) e quebrando alguns paradigmas, enfrentando hábitos nada fáceis de serem modificados - problemas comuns aos de muitas outras cidades.

A reformulação incluiu da padronização visual da frota até a implantação de faixas exclusivas nas entupidas ruas e avenidas da Zona Sul e do Centro, o chamado BRS (Bus Rapid System). Está nesses corredores a principal solução do projeto.

Para implantar os corredores não foram necessárias grandes obras. Apenas divisão, com pintura em solo, das pistas em duas faixas: à direita, para os ônibus, e as duas mais à esquerda para os demais veículos. Os corredores funcionam das 6 às 21 horas nos dias úteis e até às 14 horas no sábado. Nesse período, o estacionamento de qualquer veículo é proibido. Tudo devidamente sinalizado com placas.

As linhas de ônibus foram divididas em três ou quatro grupos (dependendo da via), denominados BRS 1, BRS 2, BRS 3 e BRS 4. Os pontos foram escalonados - em cada um deles só param os ônibus do seu respectivo grupo. Todas as paradas contam com abrigo e paineis que indicam quais linhas param ali e onde está o ponto mais próximo para se apanhar as outras. Nos coletivos, o itinerário eletrônico informa a qual grupo pertence aquela linha.

Claro, no começo houve chiadeira. Os donos dos estabelecimentos comerciais e de serviços e os motoristas de automóveis reclamaram da proibição de estacionamento. Alguns usuários, da necessidade de tomar ônibus em ponto diferente daquele de anos. Com a melhoria na qualidade do serviço, porém, as dúvidas e as críticas foram superadas.

Ainda não é as mil maravilhas. Os ônibus são desconfortáveis, conduzidos por motoristas que fazem manobras arriscadas e param longe da calçada; há sobreposição de linhas para algumas regiões e escassez para outras... Inegável, todavia, o avanço.