Translate

Mostrando postagens com marcador Cidade de Santos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cidade de Santos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

26 de janeiro, Dia de Santos

Ponta da Praia, um dos ícones da beleza santista
Cidade comemora 469 anos de fundação, com a missão de superar o conservadorismo que se enraizou nas últimas duas décadas. CONTINUE LENDO

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A descoberta de um pedaço de Portugal na Rua XV santista

Entrada do restaurante, em um dos casarões da Rua XV (fotos: WAA)
De Curitiba

'Cês sabem que vivo numa ponte aerohidrorrodoviária Curitiba-Santos, de modo que neste final de semana estive mais uma vez (a primeira, no ano) na terra praiana, para comemorar os 468 anos de fundação da cidade. 
 
E, embora esteja tão lá quanto cá, sempre há descobertas.

No sábado, a gente planejara almoçar no Estação Bistrô, restaurante escola montado pela Prefeitura e pelo Ministério do Turismo na antiga Estação Ferroviária Santos-Jundiaí. Em razão do aniversário da cidade, o cardápio seria especial.
 
Chegando lá, a constatação: um bocado de gente teve a mesma ideia, a julgar pelo tamanho da fila que encontramos.
 
Boulevard da Rua XV, com a Bolsa do Café ao fundo
Resolvemos, então, caminhar algumas quadras até a histórica Rua XV de Novembro e, pertinho da Bolsa do Café, encontramos o Tasca do Porto. Uma casa portuguesa, com certeza.
 
(Coincidência que só agora, a escrever este post, me dou conta: no caminho do Macuco ao Valongo, numa esquina da Rua Campos Melo, parados num semáforo, avistamos do carro uma placa desbotada, a dizer "Rua República Portugueza". Assim mesmo - a placa, reparamos, era do tempo em que "portugueza" se escrevia com "z". Enfim, a sinalização era anúncio de que a tarde seria lusitana, ou luzitana)
 
Em garrafinha de 200ml, a leve cerveja portuguesa
Na Tasca do Porto, experimentamos uma cerveja além-mar, uma feijoada portuguesa, badejo (é badêjo ou badéjo?, cantaria o Arranco de Varsóvia) e, para reiterarmos a condição de latino-americanos, um filé de frango à cubana.
 
Pratos saborosos, a preços razoáveis.
 
Mas outra descoberta saborosa foi na música. O almoço era servido ao som da apresentação da banda Filhos da Tradição, grupo de amigos e parentes santistas, umbilicalmente ligados às raízes de Portugal. 
 
O repertório, de primeira - o ponto alto fica por conta da versão da banda para Grândola Vila Morena (Zeca Afonso) e Tanto Mar (Chico Buarque), ambas referentes à Revolução dos Cravos.
 
Pra quem está em Santos, imperdível!
 

sábado, 25 de janeiro de 2014

Santos, 468 anos

Por-do-Sol visto da altura do Canal 4, Praia do Embaré (foto: WAA)
De Santos
 
Replico aqui texto que fiz para o Ó Minha Santos, em referência ao aniversário da cidade, neste domingo, 26 de janeiro:
 
"Este espaço costuma ser utilizado para a exposição dos problemas e dos desafios de Santos - até porque o Ó Minha Santos tem se mostrado como um dos poucos, se não o único, meio de comunicação local a tratar dos males da cidade abordando-os pela raiz. Todavia, às vésperas de mais um aniversário, aproveitemos a oportunidade para exaltar as qualidades da nossa terra. Afinal, as temos, e são motivo de orgulho.

Este verão, por exemplo, tem rendido imagens espetaculares do anoitecer santista. Seja dos píeres da Ponta da Praia, seja do quebra-mar do Emissário Submarino, ou do alto do Monte Serrat, temos o privilégio de apreciar um por-do-sol que está entre os mais belos do planeta. Apesar da ocupação verticalizada desenfreada do nosso território, a qual cria muros diante do nosso horizonte, a natureza foi tão generosa com Santos que ainda conseguimos contemplar suas melhores formas.

A especulação imobiliária pôs - e continua colocando - abaixo nossa história. Entretanto, o patrimônio arquitetônico e cultural construído ao longo de mais de quatro séculos pela gente santista é tão onipresente que retratos desse legado (ainda?) podem ser apreciados. E não só no Centro Histórico, onde esse patrimônio está mais à mostra.

Uma caminhada pelo Macuco, pelo Marapé, pela Pedro Lessa, pela Vila Mathias, pelo Campo Grande, e a gente se depara com chalés, sobrados, construções ímpares, que servem ou serviram de lar ou de estabelecimento comercial. Cada um deles, certamente, guarda um passado raro.

O território plano em boa parte da ilha convida a caminhadas e a rolezinhos de bicicletas. Mas temos, no nosso quintal, a altitude dos morros e a vista propiciada de seus topos. A Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos do planeta, esta também temos no nosso quintal, ali na área continental. Os manguezais, berços da natureza, embora criminosamente mal tratados e cuidados em razão das desigualdades sociais históricas que obrigaram nossa gente a ir morar em palafitas, esses também estão ali, sobretudo na Zona Noroeste.

Aqui temos o maior porto da América Latina, temos um clube que encantou o mundo com um dos maiores times de futebol de todos os tempos, abrigamos quilombos e estivemos entre os pioneiros a abolir a escravidão, resistimos à ditadura militar implantada pelo golpe de 64, revelamos esportistas, artistas, políticos e trabalhadores anônimos que ajudaram e ajudam a construir a nação brasileira.

Santos tem beleza natural e construída; tem passado, tem presente, e precisa cuidar melhor do seu futuro. Mas segue como um dos rincões mais agradáveis para se viver. Vivamos, Santos! Parabéns pelos 468 anos!"

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Trivial, trivial, mas não há nada igual

Pôr-do-Sol visto a partir da Praia do Embaré (foto: WAA)
De Santos

Sobretudo lá na capital do Paraná, me apelidam de embaixador santista, pelo hábito de difundir patrioticamente as coisas da terra.

Pois há pouco coloquei em prática essa fama, ao fazer as vezes de guia turístico a um trio de Curitiba, que aproveita as férias de virada de ano para percorrer a rodovia Rio-Santos de ponta a ponta, a começar, assim, por aqui.

E em oportunidades como esta, a gente se dá conta como as passagens aparentemente mais triviais são, ao olhar estrangeiro, as mais pitorescas.

Claro que os sete quilômetros de jardim a beira-mar, o bonde do Centro Histórico, o estádio do Peixe em Vila Belmiro, o agito do Gonzaga estão, inevitavelmente, entre as principais atrações para quem visita Santos.

Todavia são detalhes como o cinema, a gibiteca e a biblioteca nos postos de salvamento da praia; os quiosques da orla e seus generosos lanches; os prédios inclinados do Embaré e da Aparecida; as avenidas dos canais que cortam a ilha de ponta a ponta; ou o simples hábito de chamar pão francês de "média" ("me vê quatro médias", se ouve dos santistas no balcão das padarias) que chamam a atenção de um jeito diferente, curioso.

Acertei em me enveredar pelo jornalismo e pelo magistério; quando criança, perguntado sobre o que pensava "ser quando crescer", respondia querer ser motorista de ônibus. Mas essa de embaixador-guia turístico tem servido legal também. 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Há 30 anos, Santos resgatava sua autonomia






De Curitiba

A minha ainda pátria sofre as sequelas dos tempos da ditadura militar.

Entre tantos exemplos, o de hoje.

Nesta sexta-feira, completam-se exatos 30 anos do decreto-lei 2.050, de 2 de agosto de 1983, que devolveu a Santos sua autonomia política (reproduzido acima).

Classificada como "área de segurança nacional" em 1969, pelos civis e militares que deram o golpe e depuseram em 1964 o presidente João Goulart, Santos perdeu o direito de eleger seu prefeito e decidir seus rumos. A administração do município foi delegada a interventores escolhidos pelo militar de plantão na Presidência da República.

Na virada dos anos 70 para os 80, com o desgaste do regime vigente, a classe política e a sociedade local conseguiram se mobilizar e, graças a essa pressão, veio o resgate da autonomia, no decreto assinado pelo presidente em exercício, Aureliano Chaves.

A eleição do novo prefeito só viria em 1984, em 3 de junho.

Bom, por que percebo evidências de que o regime militar conseguiu anular o que marcava a sociedade santista, qual seja uma politização à esquerda, progressista?

Primeiro, porque no ano em que Santos comemora três decênios do resgate de sua independência, o prefeito do município é justamente o herdeiro político do último prefeito biônico (nomeado pelo regime), Paulo Alexandre Barbosa, do PSDB, filho de Paulo Barbosa (Arena, PDS). Paulo Barbosa pai deixou o Paço Municipal, em 1984, sob ovos e vaias (confira aqui).

E, no dia para se lembrar daquela data histórica, não se tem notícia de nenhum ato público, manifestação, evento em celebração a esse marco

Enfim, a autonomia definitiva Santos conquistaria de fato em 1984, com as eleições para prefeito e vereador em 3 de junho daquele ano, e a posse do eleito - Osvaldo Justo (PMDB) - em 9 de julho (recorde aqui).

Portanto, ano que vem teremos os 30 anos da independência plena. Que o aniversário seja devidamente celebrado. Aqueles anos de escuridão precisam ser recontados às duas, três gerações que talvez não tenham a exata dimensão do que aquilo representou para a história e o futuro da vida santista.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Alckmin e a erradicação dos cortiços

Entrega de chaves na capital. E em Santos? (foto: Governo SP)
De Curitiba

Entre estimativas oficiais e extra-oficiais, calcula-se que no Centro Velho de Santos cerca de 15 mil pessoas morem em habitações coletivas, os famosos cortiços. Há pelo menos dez anos o Governo do Estado de São Paulo, por meio de um programa denominado “Programa de Atuação em Cortiços”, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), vem prometendo acabar com essas moradias indignas, que contrastam com o boom imobiliário vivenciado pela cidade desde o início da “era pré-sal”, principalmente.

Até agora, porém, pouco mais de 20% dos 500 apartamentos prometidos pela CDHU foram entregues, em 2008 – e com atraso. Tratam-se de dois conjuntos no Paquetá, um com frente para a Rua João Pessoa e outro, para a Rua Amador Bueno, com 117 unidades no total, de acordo com informações divulgadas à época pela imprensa oficial do governo paulista.

No último dia 28, um domingo, o governador Geraldo Alckmin, em seu perfil no twitter, enalteceu a entrega, que fizera naquele dia, de 62 apartamentos na zona central de São Paulo, capital, como parte integrante da tal “atenção aos cortiços”.

“Os apartamentos são muito bem localizados, com toda a infraestrutura da região”, disse, para continuar em seguida: “As unidades entregues hoje têm piso cerâmico, azulejos nas paredes hidráulicas, salão de festa e paisagismo no condomínio. Aquele capricho!”

Ótimo!

Mas, e a erradicação dos cortiços de Santos, sonho de Mário Covas e Franco Montoro, promessa de Alckmin e do antecessor José Serra?

Esta pergunta foi imediatamente feita ao governador, via twitter, por este blogueiro. Porém, até a publicação deste texto aqui (desde a semana passada está postado também no Ò Minha Santos), a pergunta continuava sem resposta. 

Tudo bem, se a dúvida fosse só minha. Mas não é. É das famílias que receberam, há anos, o compromisso de que teriam, enfim, um teto digno para viver.

domingo, 21 de abril de 2013

Um presente aos santistas no Dia de São Jorge. Igual ao de Cuiabá

Em Santos e Cuiabá, obstáculos ao uso de ônibus (foto: WAA)
De Curitiba

Dia 23 é Dia de São Jorge e em Santos quem está a colocar uma espada no pescoço dos passageiros de ônibus é a empresa concessionária do transporte coletivo da cidade, montada no cavalo selado pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa, do PSDB.

A partir desta terça-feira, por mais grana que tenha na carteira, o cidadão não vai poder embarcar num coletivo, sem antes ter que se virar pra achar um ponto que venda bilhete ou cartão transporte.

É a importação de uma medida surreal - e, ao que tudo indica, inconstitucional - implantada ano passado em Cuiabá (ver aqui).

A medida proíbe que a tarifa seja paga dentro do ônibus.

A concessionária (Viação Piracicabana, do Grupo Constantino, o mesmo de dezenas de empresas de ônibus país afora, e dono da Gol Linhas Aéreas) há anos tirou os cobradores dos coletivos, sob a bênção dos ex-prefeitos Beto Mansur (PP, hoje deputado federal) e João Paulo Tavares Papa (PMDB). Claro que o sistema, que já era de péssima qualidade, ficou pior ainda.

Nas eleições do ano passado, o fim da dupla função exercida por motoristas foi promessa dos candidatos - entre eles, do tucano vencedor.

Em vez de obrigar a empresa a colocar cobrador de volta nos ônibus, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa transferiu para o cidadão a responsabilidade pelo fim da dupla função dos motoristas.

Em janeiro, logo que assumiu o Palácio José Bonifácio, o prefeito determinou que a partir de 23 de abril os passageiros só poderiam embarcar nos coletivos com o cartão de transporte. Não será mais aceito o pagamento com dinheiro em espécie, o que contraria o artigo 43 da lei de contravenção penal, que estabelece como contravenção "recusar-se a receber, pelo seu valor, moeda de curso legal no país" (leia aqui).

Na última quinta-feira, dia 18, o diretório do Psol em Santos formalizou denúncia ao Ministério Público Estadual (acesse aqui). Que o glorioso MP se mexa.

Em Cuiabá, sexta-feira retrasada (dia 12), o Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso decidiu manter, por unanimidade, liminar que obrigava as empresas do transporte coletivo municipal a manter cobradores nos veículos e, dessa forma, aceitar Real no pagamento da tarifa (confira notícia aqui).

Portanto, santistas, não se deem por vencidos. A decisão do ilustríssimo prefeito é perfeita e absolutamente contestável e revogável. Lutemos.

domingo, 24 de março de 2013

O xoque de jestão em Santos já dá choque

Prefeito tem ido às comunidades. Mas governado para os ricos (foto: PMS)
De Curitiba

Bem que tentei dar um crédito ao novo prefeito, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Eleito direto no primeiro turno com 57% dos votos, tem (tinha, pelo menos) respaldo popular –  que respeitássemos, então, a vontade do povo, que é soberana.

Além disso, ao que parece, possui sincero carinho pela cidade. Diferentemente dos tucanos em geral, é carismático; embora seja piá de prédio, aparenta se sentir bem no meio do povo; e se diz(ia) comprometido em erradicar as palafitas da Zona Noroeste e os cortiços do Centro Velho, problemas sociais históricos de Santos.

Mas que nada: passado o primeiro trimestre da gestão e as decepções se acumulam.

Primeiro, Paulo Alexandre Barbosa continua a deixar o poder público municipal cada vez mais subserviente aos interesses do poder econômico local.

Em vez de obrigar, por exemplo, o Grupo Constantino a devolver os cobradores aos ônibus da cidade, determinou que o passageiro é que não vai poder mais pagar a tarifa com dinheiro. Vai ter que se virar atrás do cartão. Filas nos pontos de atendimento da Viação Piracicabana são retrato do sacrifício que impôs ao povo para não desagradar o parceiro privado.

Depois, as denúncias de que, quando secretário-adjunto da Educação do Estado, teria sido contemplado com generosos presentes em troca de benefícios a empresários. Ainda estão sendo investigadas pelo Ministério Público, portanto prevalece - até que não haja provas, de facto - o princípio da inocênica. Não podemos, porém, deixar de ficarmos atentos.

Recentemente, contrariando o compromisso de priorizar a saúde, adiou para 2015 a inauguração do Hospital dos Estivadores. Deu lá seus argumentos, mas, sinceramente... Nada convincentes.

Agora, em evidente descumprimento do que prometeu em campanha, propõe a professores, funcionários de escolas, médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde, e ao funcionalismo de um modo geral, um reajuste de 1,5% - um e meio por cento – nos vencimentos. Índice quatro vezes menor que o da inflação anual.

Os servidores marcaram greve para esta terça-feira, dia 26. Tenho minhas restrições à paralisação de funcionários públicos, porque a suspensão dos serviços prejudica o povo e não o governante e seus correligionários. Todavia, quando por tempo determinado e em situações extremas (um reajuste que sequer cobre a perda do poder aquisitivo do salário pode ser uma situação dessas), é até compreensível.

Bom, santistas: aviso aqui foi o que não faltou.