Translate

Mostrando postagens com marcador Alckmin. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alckmin. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Hoje tem debate para discutir o túnel do Alckmin

Macuco em luto: "submerso" afoga o bairro (foto: WAA)
Objetivo é reiterar que há opções incomparavelmente melhores que a aberração proposta, às pressas, pelo Governo do Estado de São Paulo

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

"Submerso", o túnel que vai mergulhar Santos no atraso

Moradias históricas que vão ser derrubadas para dar passagem ao tráfego (foto: WAA)
De Santos

Nestes quase dez dias em que estive em Santos, a todo instante na televisão assisti a inserções comerciais do Governo do Estado sobre obras na cidade e região.

Certamente o governo paulista gastou uma fortuna para transportar santistas e turistas a um mundo de realizações, a um presente que projeta um futuro próspero, moderno.

A milionária, ou melhor, milhonária propaganda mascara, no entanto, uma realidade bem diferente. A gestão de Geraldo Alckmin e toda a turma do PSDB e aliados, no Governo do Estado, com o apoio do prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, e seus parceiros do mesmo PSDB e assemelhados, essa turma está prestes a mergulhar Santos num mar cinza.

Tudo por conta do tal "Túnel Submerso", a ser construído por debaixo do canal do estuário, ligando o Macuco a Vicente de Carvalho, em Guarujá.

O "Submerso" caminha na contramão da humanidade. Enquanto no planeta inteiro se discutem alternativas ao uso do automóvel particular, se procura devolver às pessoas espaços tomados para os carros, o Governo do Estado de São Paulo projeta para Santos exatamente o inverso.

Para que o "Submerso" seja implantado, centenas de moradores do Macuco, traidicional bairro operário de Santos, terão de se mudar dali. Construções históricas como as moradias da foto, que tornam o Macuco peculiar e num futuro próximo poderiam ser atrativo turístico, serão derrubadas sem dó nem piedade.

E para quê?, ora para quê!, pra que o espaço seja ocupado por asfalto sobre o qual vão rodar milhares e milhares de veículos, a produzir barulho, fumaça...

O Macuco, que carece de praças para o lazer de suas crianças, vai ter pista de rolamentos para automóveis e caminhões. E os meninos e meninas, vão jogar bola, andar de bicicleta, brincar de pega-pega e esconde-esconde onde, Alckmin e Paulo Barbosa?

Em suma, o Governo do Estado, com o apoio da Prefeitura Municipal, repete a velha e comprovada fracassada solução de buscar resolver um problema de trânsito estimulando a geração de mais tráfego. 

Até se admitiria um túnel, se fosse ele unicamente para o transporte coletivo (por exemplo; exclusivamente para uma linha de veículos leves sobre trilhs, os chamados VLTs).

Afinal, obras desse porte inevitavelmente trazem impactos, mas esses impactos só compensam se for para propiciar melhorias e benefícios, duradouros, à coletividade, e não para, em vez de resolver, agravar um problema.

E o pior é que, com exceção de uma e outra manifestação, predomina-se na imprensa local, entre os vereadores, o Ministério Público e outra lideranças da sociedade o silêncio, a conivência ou, no mínimo, a omissão.

domingo, 17 de novembro de 2013

Túnel do Alckmin apavora o Macuco

Um dos "n" rascunhos divulgados recentemente pelo Governo de SP
 De Santos

Desde que os tucanos governam o Estado de São Paulo, há 18 anos, incontáveis projetos de uma ligação seca entre Santos e Guarujá vêm sendo anunciados pelo governador de plantão. Foi assim com Mário Covas, com Geraldo Alckmin, com José Serra, com Alckmin de novo...

Como a promessa não dá mais ser requentada, o governo estadual agora se alopra em fazer a ligação sair das maquetes, das lâminas em power point e dos vídeos de campanha para virar realidade.

Só que, depois de quase duas décadas, os tucanos não conseguiram acertar: o projeto apresentado e defendido por Geraldo Alckmin atualmente, em vez de solucionar um problema regional de mobilidade, tende a criar outros, e de outras naturezas também.

Dos mais entendidos em engenharia de tráfego aos mais leigos, passando pelo pessoal que lida com assuntos portuários e por moradores das áreas a serem atingidas pelas obras, há praticamente um consenso em rechaçar o traçado do túnel que vai sair do Macuco, passar por sob o canal do estuário e desembocar em Vicente de Carvalho.

Primeira e mais elementar razão, a de que o túnel não vai servir como deveria ao principal polo gerador de tráfego, o Porto de Santos. A região precisa de vias que unam as duas margens, e para isso é evidente que o túnel deveria ser construído em outro ponto - na Alemoa, Saboó ou, no máximo, no Valongo.

Depois porque o traçado proposto desta vez vai trazer todo o fluxo entre Santos e Guarujá, inclusive o de caminhões, para uma zona já densamente urbanizada.

Terceiro motivo, e tão fundamental quanto os outros dois: o projeto atual vai implicar na desapropriação de imóveis e na remoção de centenas de famílias.

A falta de clareza, por parte do governo estadual, sobre onde exatamente o túnel vai acabar e começar, onde precisamente serão implantadas as alças de acesso, está a aterrorizar os moradores do Macuco.

Está todo mundo com medo, sem saber se a sua casa vai ser ou não derrubada para a obra, se o túnel vai passar do lado ou embaixo da sua moradia. Tradicional bairro, por onde a cidade começou a se expandir para o leste da ilha, reduto de trabalhadores portuários e operários, no passado abrigo de comunistas, o Macuco está iminência de desaparecer, sem o mínimo respeito, menor dó e piedade das autoridades estaduais e municipais.

O histórico do governo Alckmin quando o assunto é remover gente, principalmente pobres, para atender aos interesses políticos e econômicos, é, de fato, para deixar todo mundo apavorado. No Macuco, assim a gente está.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Alckmin e a erradicação dos cortiços

Entrega de chaves na capital. E em Santos? (foto: Governo SP)
De Curitiba

Entre estimativas oficiais e extra-oficiais, calcula-se que no Centro Velho de Santos cerca de 15 mil pessoas morem em habitações coletivas, os famosos cortiços. Há pelo menos dez anos o Governo do Estado de São Paulo, por meio de um programa denominado “Programa de Atuação em Cortiços”, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), vem prometendo acabar com essas moradias indignas, que contrastam com o boom imobiliário vivenciado pela cidade desde o início da “era pré-sal”, principalmente.

Até agora, porém, pouco mais de 20% dos 500 apartamentos prometidos pela CDHU foram entregues, em 2008 – e com atraso. Tratam-se de dois conjuntos no Paquetá, um com frente para a Rua João Pessoa e outro, para a Rua Amador Bueno, com 117 unidades no total, de acordo com informações divulgadas à época pela imprensa oficial do governo paulista.

No último dia 28, um domingo, o governador Geraldo Alckmin, em seu perfil no twitter, enalteceu a entrega, que fizera naquele dia, de 62 apartamentos na zona central de São Paulo, capital, como parte integrante da tal “atenção aos cortiços”.

“Os apartamentos são muito bem localizados, com toda a infraestrutura da região”, disse, para continuar em seguida: “As unidades entregues hoje têm piso cerâmico, azulejos nas paredes hidráulicas, salão de festa e paisagismo no condomínio. Aquele capricho!”

Ótimo!

Mas, e a erradicação dos cortiços de Santos, sonho de Mário Covas e Franco Montoro, promessa de Alckmin e do antecessor José Serra?

Esta pergunta foi imediatamente feita ao governador, via twitter, por este blogueiro. Porém, até a publicação deste texto aqui (desde a semana passada está postado também no Ò Minha Santos), a pergunta continuava sem resposta. 

Tudo bem, se a dúvida fosse só minha. Mas não é. É das famílias que receberam, há anos, o compromisso de que teriam, enfim, um teto digno para viver.