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sábado, 22 de março de 2014

Sambódromo e escola, carnaval e democracia. Entrevista histórica de Brizola sob o samba da Mangueira



Postado de Curitiba

Apoteose da Mangueira, na Quarta-Feira de Cinzas do Carnaval de 1984.

O primeiro do sambódromo da Marquês de Sapucaí, depois batizado justamente de Passarela do Samba Darcy Ribeiro.

Transmissão da TV Manchete.

Enquanto a Mangueira passava, junto com o povo da arquibancada, e encerrava o dia de desfiles, Leonel Brizola, então governador do Rio de Janeiro, concede entrevista à emissora.

Carrega um menino no colo, de 4 anos no máximo.

"Este bichinho aqui, este é o grande vencedor do Carnaval de 84", diz um entusiasmado Brizola com a obra recém-inaugurada, e que servia de passarela do samba nos dias de folia, e, depois, no decorrer do ano, de escola em tempo integral - um dos Cieps idealizados por ele, Darcy Ribeiro e Oscar Niemeyer (o trio que concebeu o sambódromo também).

Era o Carnaval das crianças, que receberiam educação de qualidade, e era o Carnaval da luta pela democracia.

Àquela altura, naquele começo de 1984, o movimento "Diretas Já" tomava conta do país.

Ali, enquanto Brizola falava, foliões da Mangueira e o povo, misturados, faziam seu Carnaval.

"O Carnaval das Diretas", conceituou Brizola.

Vale assistir ao vídeo. Registro histórico.

quarta-feira, 19 de março de 2014

O Brasil precisa conhecer Eduardo Cunha

De Curitiba

O Brasil precisa conhecer melhor esse parlamentar que está utilizando a votação do marco civil da internet como instrumento de chantagem para fazer valer seus interesses - que não são só seus, mas de grupos econômicos os quais o deputado representa.

Demorou mas, finalmente, dois grandes veículos da imprensa se dedicaram a apresentar Sua Excelência ao grande público.

A Isto É dispensou eufemismos para definir Eduardo Cunha: "O sabotador da República", tascou em manchete de capa.


(Leia a matéria aqui)

A Carta Capital aponta o deputado federal pelo Rio de Janeiro como o líder da rebelião de parte da base de apoio do governo na Câmara.

O fato é que o acesso à informação e à publicação de conhecimento produzido está ameaçado no Brasil por causa dos caprichos de um parlamentar, que trabalha arduamente para alterar o projeto do marco civil da internet, resultado de dois anos de discussão com a sociedade.

Enquanto o alvo ultimamente se voltou contra Sarney, Renan Calheiros e Maluf, Eduardo Cunha construiu carreira e conquistou poder.

O Brasil precisa saber de onde vem, o que fez, o que faz, o que pensou e pensa Eduardo Cunha, para compreender a serviço de quem está.

terça-feira, 18 de março de 2014

Há 25 anos, um rincão da América Latina em plena Barra Funda

Lavagem da mão pelas baianas do samba paulista, em janeiro último
De Curitiba
 
Um pedacinho da Pátria Grande sonhada por Simón Bolívar, José Martí, San Martí, Abreu e Lima, Che Guevara e Hugo Chávez  está em São Paulo, na Barra Funda.

É o Memorial da América Latina, de concepção do antropólogo Darcy Ribeiro e de projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer (sempre eles!), inaugurado há exatos 25 anos - em 18 de março de 1989.

Obra do Governo do Estado de São Paulo que, à época, tinha como secretário de Cultura o escritor Fernando Morais.
 
Em 2012, Morais rapidamente lembrou ao Macuco (ver aqui) como foi conduzir a reta final do projeto, concluído em tempo recorde (em 17 meses, conforme relembra aqui o Jornal do Brasil).

Matéria do Jornal do Brasil sobre a inauguração do complexo

O Memorial da América Latina é, por si só, uma obra de arte – como são as construções desenhadas por Niemeyer.

Mas se destaca na paisagem paulistana justamente por, na mais cosmopolita das cidades brasileiras, abrigar retratos da história, dos hábitos, da cultura que vai do México ao Estreito de Magalhães.

Único lugar no planeta a abrigar a síntese de Nuestra América.

As comemorações pelos 25 anos do Memorial da América Latina começaram domingo, com um show da inigualável Elba Ramalho. Termina nesta terça, com a apresentação de Marcelo Jeneci.

Se você está em São Paulo, aproveita.

Se não der para ir hoje, reserve uma tarde de sábado ou de domingo pra fazer uma visita. A dica vale, evidentemente, a quem não é da cidade mas, por razões mil que nos levam a São Paulo, passar pela metrópole da próxima vez.

Desde já, vale a visita virtual: www.memorial.org.br.

(Foto de Lautaro Abá/Memorial da América Latina)

sexta-feira, 14 de março de 2014

Com a nova Williams, a volta (mais rápida) por cima

O carro promete. Vamos ver se os piltotos correspondem (foto: Williams)
De Curitiba
 
Pela primeira vez depois de 20 anos, quando levou Ayrton Senna para a equipe, a Williams não começava uma temporada de Fórmula 1 como favorita inconteste.

Pois será desta vez. 

A temporada 2014 - que começa neste final de semana com a prova da Austrália - tem, na avaliação de pilotos, jornalistas e outros analistas da modalidade, a escuderia britânica como a grande estrela.

Os testes de pré-temporada sinalizam: a equipe foi a que melhor aproveitou e se adaptou às novas regras.

Começa o ano com o melhor carro.

Pena o time de pilotos não ser dos mais empolgantes. Sou decepcionado com o brasileiro Felipe Massa e não sinto firmeza no finlandês Valtteri Bottas.

Esta era a temporada para a Williams ter mantido o venezuelano Pastor Maldonado. Ele poderia fazer uma dobradinha com Massa ou, melhor ainda, a dupla poderia ser a mesma de 2012 – Maldonado e o brasileiro Bruno Senna.

Apesar disso, por aqui a torcida pela mais brasileira das escuderias será forte.

Mais brasileira porque, além de Felipe Massa, a Williams terá o combustível da Petrobrás e o Banco do Brasil como um dos patrocinadores. 

Essa relação Williams-Brasil não é de agora.

Antes de Senna, em 1994, Nélson Piquet correu pela equipe, nos anos 80 (por ela, inclusive, conquistou o terceiro título, em 1987). A Petrobrás também já tinha fornecido combustível anteriormente, entre 1998 e 2008.

De 2008 até o ano passado, mais que brasileira, a William se tornou de nuestra América, com a parceria firmada com a Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA) e a contratação de Pastor Maldonado. Em 2012, como já dito, Maldonado e Bruno Senna fizeram a dobradinha latino-americana da Fórmula 1.

Depois da fraquíssima temporada em 2013 - talvez a pior de sua história -, a volta mais rápida, por cima, será dada.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Marco civil da internet: ainda dá tempo de pressionar um deputado

Eduardo Cunha: de quê, de quem e pra quem ri? (foto: EBC*)
De Curitiba

A Câmara dos Deputados deve votar hoje, quarta-feira 12 de março, o projeto de lei que estabelece o marco civil da internet (PL 2126/2011).

Está em cima da hora, mas ainda dá tempo de mandar um e-mail, um twitter, deixar uma mensagem no mural do facebook do deputado em que você votou, no que você não votou, naquele que você nunca votaria, em um que talvez um dia você votasse.

Escolhe um e manda ver, exigindo que ele vote a favor do projeto em tramitação, a favor sobretudo da garantia da neutralidade da rede.

Ia pedir pra você ir pra cima do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afinal é principalmente ele quem desde outubro vem colocando obstáculos para a votação do projeto.

O caso dele, porém, é perdido. Está em seu DNA parlamentar o lobby em defesa dos interesses dos grupos econômicos, em detrimento do interesse público.

Eduardo Cunha fala, em matéria neste link, em votar contra o marco civil para "derrotar o governo". Ou seja, Sua Excelência trata uma questão essencial para a educação, a cultura, a comunicação - e portanto para a democracia do país - como moeda pra barganhar cargos, quinhão de sei lá o que.

Para saber mais sobre o projeto, confira:
*A foto, um flagra extraordinário, é do fotógrafo Valdir Campanato, da Agência Brasil. Retrata com precisão esse Eduardo Cunha, bem definido neste texto de Daniel Quoist.

sábado, 1 de março de 2014

Um miniguia sobre os desfiles de Santos e do Rio

Sábado passado teve Carnabonde em Santos. Agora, desfile das escolas (foto: PMS)
De Santos

Este post foi motivado pela parceira Rosa Bittencourt. Ela, que no domingo vai assistir, das arquibancadas, aos desfiles do Rio de Janeiro, pediu-me uma espécie de um miniguia sobre o que mais deve se destacar na primeira noite de apresentações das escolas.

Resolvi, então, fazer considerações não só sobre a noite de domingo, mas também a de segunda-feira, e ainda sobre os desfiles das escolas de samba de Santos.

Deixando bem claro, desde já, que são considerações de quem leu os enredos e tem escutado os sambas; acompanha o carnaval há uma porção de anos, embora não esteja presenciando o dia a dia nas quadras, nos barracões. Para este ano só puder ir, por exemplo, a dois ensaios da X-9, no Macuco.

Em síntese: não se trata de considerações de um experto, apenas a de um contemplador mais atento.

Vamos ao que interessa:

Rio de Janeiro

Repito o que postei aqui: pelo quesito sambas-de-enredo, Portela, Salgueiro, Vila Isabel e Mangueira saem na frente. O samba é primordial, mas não é quesito único, de modo que outros fatores podem fazer com que o título não fique com uma dessas. Mas se fosse pra apostar, apostava numa das quatro. Salvo acidente no percurso, elas devem retornar no sábado para o desfile das campeãs – e este, vou conferir in loco, no sábado dia 8.

Rapidinho, escola por escola, entre as que desfilam domingo:
  • Império da Tijuca: o enredo, sobre as batucadas, é interessante. Recém-chegada do grupo de acesso, vamos ver como vem. Que venha bem!
  • Grande Rio: vai falar da cantora Maysa e a cidade de Maricá. O samba não é dos melhores, mas é uma escola que tem investido (grana) pesado nos desfiles.
  • São Clemente: em tempos de ascensão das classes socioeconômicas E e D, a agremiação vai contar a vida nas favelas. Não é das escolas mais ricas, todavia com esse enredo bem trabalhado dá pra impressionar.
  • Mangueira: enredo extraordinário, sobre as festas populares do Brasil, e um samba que promete contagiar, empolgar nas paradinhas que a bateria tem feito nos últimos anos. Incluo entre as favoritas.
  • Salgueiro: pra mim, a grande favorita do ano. Um espetacular enredo, um baita samba, fora a tradição, a força característica da escola.
  • Beija-Flor: tem o Neguinho e uma comunidade de muita garra (ano passado entrevistei integrantes da velha guarda; confira aqui). Então, mesmo com um samba pouco empolgante, difícil tirar a escola de Nilópolis do grupo das favoritas.  
Sobre as que desfilam na segunda-feira:
  • Mocidade de Padre Miguel: o enredo ("Pernambucópolis") é interessante: ao mesmo tempo homenageia o carnavalesco Fernando Pinto (morto em 1987) e seu Pernambuco; o samba é que não acompanha.
  • União da Ilha do Governador: o enredo é sobre brinquedos e brincadeiras, permite uma descontração e colorido que ornam com a escola.
  • Vila Isabel: é a escola pra qual torço e tem tudo pra conquistar o quarto título da história, o segundo consecutivo. O enredo, sobre a pluralidade do Brasil, é extraordinário.
  • Imperatriz Leopoldinense: vai homenagear Zico, razão suficiente pra levantar o sambódromo.
  • Portela: divide com a Vila Isabel a minha torcida e, neste ano, mais uma vez apresenta um dos dois melhores sambas-enredo. Corre por fora na busca pelo título; ao menos entre as seis, tem tudo para ficar.
  • Unidos da Tijuca: investiu pesado pra trazer o Tinga, da Vila Isabel. O enredo é sobre Ayrton Senna; o samba poderia ser melhor. Como seu carnavalesco, Paulo Barros, sempre surpreende com invenções, é favorita.
Santos

Enredos interessantes e sambas muito bons, no geral. A torcida é pela X-9, escola do Macuco, e pela Dependente do Samba, que vai pro sexto ano de vida, e tem uma equipe muito aguerrida, talentosa, competente e comprometida. Estarei na Passarela Dráusio da Cruz, nas duas noites.

Desfilam no domingo:
  • Unidos da Zona Noroeste: faz uma justa homenagem a Neguinho da Beija-Flor, que esteve na quadra participando de eventos. O samba é bom.
  • Real Mocidade Santista: como a União da Ilha, no Rio, vem com um enredo que combina com a escola, sobre o universo infantil.
  • Mocidade Amazonense: tem tradição em desfiles imponentes e, falando sobre a África neste ano, não deve ser diferente.
  • Sangue Jovem: o enredo, "Os imortais", aborda personagens da música, literatura, futebol e política do Brasil, com um samba espetacular - um dos dois melhores do ano (o outro, considero o da X-9).
  • Vila Mathias: forma, com a Dependente do Samba, a dupla de caçulas do carnaval santista e vem com um enredo bem santista: a Avenida Ana Costa, um dos ícones da cidade.
  • Padre Paulo: o enredo é muito comercial (programa de televisão "Rota do Sol"), o que prejudicou o samba. Vai ter que compensar com sua tradição.
E na segunda-feira:
  • Dependente do Samba: a partir do guaraná, fala das tradições indígenas. Muito bom o samba. Vem firme e forte.
  • Brasil: a campeoníssima relembra seus 65 anos de história. Tomara venha com tudo pra brigar pelo título.
  • Unidos dos Morros: desde 2006 vem batendo na trave, e neste ano, com enredo sobre os caminhos da Serra do Mar, é favoritíssima.
  • X-9: outra candidatíssima ao topo, ao falar de si mesma no ano em que completa 70 anos de vida. Os ensaios levaram milhares ao Macuco.
  • União Imperial: sensacional o enredo sobre seu bairro, o Marapé. É sempre candidata a ganhar, e neste ano mais ainda.
  • Império da Vila: a turma do Mercado é sempre aguerrida e em 2014 entra na Dráusio da Cruz embevecida pela história da cachaça
Bom Carnaval a todos!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A omissão do Brasil diante da ameaça de golpe na Venezuela

Fuser participou de debate no Sindicato dos Engenheiros do Paraná
De Curitiba

O jornalista Igor Fuser, professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC Paulista, e que passou um pito na Globo em plena Globo, esteve nesta quarta-feira em Curitiba falando sobre uma de suas especialidades: Venezuela.

E alertou: o posicionamento (ou a omissão) do Brasil pode pesar nos rumos do país vizinho - e por tabela, nos rumos da América Latina.
 
Assim, analisou Igor Fuser, é hora de as forças progressistas se mobilizarem para dar ao governo brasileiro condições de que assuma um discurso mais firme, de contestação à evidente tentativa de golpe de Estado orquestrada pela direita venezuelana e pelos Estados Unidos.
 
Se o governo brasileiro rechaçar com mais clareza esse processo golpista, não haverá ambiente para tal movimento prosperar, nem lá, nem aqui.
 
Não foi exatamente com estas palavras, mas em síntese Igor Fuser disse o seguinte:

- Até agora, o governo brasileiro tem sido muito tímido, pra dizer o mínimo. Se não contestar o golpe em curso, será suicídio (um golpe na Venezuela encorajaria as forças reacionárias no resto do continente, inclusive e sobretudo no Brasil). Se contestar, dá respaldo, apoio político, solidez ao avanço dos governos progressistas, não submissos aos interesses estadunidenses, da região.

Na guinada à direita dada pelo governo Dilma no último ano e meio salvou-se a política externa. Ainda que de forma mais acanhada, o governo mantém a preferência pela integração com a América Latina e África, e desvinculando-se dos caprichos de Washington.

O episódio da Venezuela é uma boa oportunidade pra reforçar essa opção.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Em Curitiba, debate sobre a Venezuela omitida pela mídia

De Curitiba

"Venezuela - o outro lado da história" é o título do debate que vai ocorrer nesta quarta-feira à noite em Curitiba, no Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR).

Vão fazer parte da mesa o professor Igor Fuser, especialista em Relações Internacionais, e um representante da embaixada da Venezuela, Carlos Ron.

(Igor Fuser, dias destes, passou um pito na Globo em plena Globo, sobre a cobertura "isenta", "neutra", "imparcial" e "plural" do jornalismo da emissora e, em geral, da chamada grande mídia)

Pra você, que está em Curitiba, e quer conhecer a Venezuela que a midiona omite (isso quando não distorce), essa é uma baita oportunidade.

Tudo bem que a greve de ônibus marcada pra começar justo nesta quarta pode atrapalhar. Mas, se der, faz um esforço e aparece lá.
O Senge fica no Edifício do Shopping Itália, na esquina da Marechal Deodoro com a João Negrão. O debate está marcado para começar a partir das 19h.

Entrada livre, claro.

(À tarde, às 14h30, haverá uma coletiva de imprensa)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A tesoura que escolhe bem o que cortar

Bolsa banqueiro deu lucro de R$ 15,7 bi aos Setúbal em 2013 (foto: Sind.Bancários)
De Curitiba

O governo federal vai cortar R$ 44 bilhões do Orçamento da União.

Coube aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) explicar os cortes (ver aqui).

"A educação e a saúde, o Programa Brasil Sem Miséria, e a Ciência, Tecnologia e Inovação foram preservados, não sofrerão cortes", ressaltaram os ministros.

A notícia é veiculada na grande mídia, comprometida com o mercado financeiro, como decisão lúcida, que busca garantir equilíbrio das contas públicas, racionalidade nas despesas.

A midiona omite a tragédia por trás dessa suposta mão de ferro nos gastos.

Omite que a tesoura corta de tudo, só não corta o que o orçamento reserva para o custeio da dívida pública, ou seja, para aquilo que guarda para pagar de juros aos bancos.

Não corta um centavo do bolsa banqueiro.

Cortou do PAC, o Programa de Aceleração de Crescimento, isto é, das obras que geram emprego, renda e desenvolvimento.

Cortou do custeio da máquina pública, impedindo contratações de concursados para a prestação dos serviços públicos.

Se corta de obras e de custeio, indiretamente corta também da educação, da saúde, do transporte, da habitação, do saneamento...

Essa tesouro só não corta - nem toca! - na bolsa banqueiro.

Até porque se relar um pouquinho a reação contrária é um bombardeio.

(Quem ousa mudar a lógica do mercado, como têm ousado Venezuela e Argentina, sofre com retaliações, como se tem visto)
 
Se a tesoura de Tia Dilma e sua turma fica longe da bolsa banqueiro, ficam longe também as tesouras dos outros postulantes à Presidência da República.
 
Aécio Neves representa a essência, o DNA, dessa política monetarista-rentista.
 
Marina Silva, que faz dupla com Eduardo Campos, é apoiada pela Setúbal do Itaú, maior beneficiado pela bolsa (banqueiro).
 
Portanto, minha gente, não adianta gritar por passe-livre, escola e hospital "padrão Fifa", se não protestar pra que se afie melhor essa tesoura.

Tampouco adianta embarcar nesse modismo pseudopolitizado do "não vai ter Copa".
 
É isso mesmo que o poder econômico quer, o desvio de foco.
 
Os R$ 8 bilhões, custo dos estádios da Copa, representam o que o governo paga em duas semanas de juros para os bancos, compara aqui João Pedro Stédile, do MST.